É possível evangelizar através da internet?

Published by:

IgrejaNEtO fenómeno religioso na Internet possui características muito próprias e específicas. Podemos facilmente constatar através de uma pesquisa simples num motor de busca que as páginas religiosas na Internet são numerosas, porém, por vezes, encontramo-nos perante presenças online verdadeiramente consumistas e feitas à medida do homem de hoje, sem terem em atenção a mensagem. O fenómeno religioso na Internet possui três grandes características, às quais deveremos ter em atenção:

– Antes do mais, existe um “secularismo virtual”. O secularismo já não se apresenta como ausência de elementos sagrados, mas sim como oferta quase comercial de religiões, sem referência ao sagrado ou com um conceito menos correto do que pertence ao sagrado, feito, isso sim, à medida do ser humano.

– Por outro lado, observamos o que podemos designar de “relativismo online”. Na Internet nada é absoluto, nem sequer é verdade. Ao entrar na rede, o utilizador encontra várias propostas de felicidade que se lhe oferecem, com argumentos muito atrativos, com múltiplas promessas de uma vida melhor, de superação pessoal, porém sem referência a uma verdade absoluta nos seus conteúdos.

– Por último, a “liberdade e a Internet”, que é um aspeto particular do fenómeno religioso na Internet. A Internet é como o altar no qual se presta culto ao conceito de liberdade surgido na época da modernidade, onde esta palavra assume características muito diferentes.

A necessidade de evangelizar na Internet é mais do que uma opção, é um dever próprio de todo o cristão. Neste sentido, recordamos que o encontro pessoal com Cristo é a chave para uma autêntica evangelização. Por outro lado, a vida da Igreja online deverá ser um espelho daquilo que leve as pessoas a um encontro com o Ressuscitado e as encaminhe para uma liberdade que deve ser guiada pelo amor. A Igreja deverá ainda abrir as suas portas e mostrar o amor do Pai. Para isso, pode e deve fazê-lo também através da Internet, adaptando-se sempre aos novos meios tecnológicos e às novas linguagens, para que assim possa continuar o seu diálogo com a humanidade. Somente assim poderá estabelecer um verdadeiro diálogo com o homem de hoje num meio como é a Internet, essencialmente interativo.

Fernando Cassola Marques

artigo publicado no semanário Correio do Vouga e na revista digital da Agência Ecclesia

 

Cuidados Paliativos Pediátricos online

Published by:

CuidadosPaliativosOnline

No próximo / Hoje, dia 11 de fevereiro, celebramos mais um dia mundial do Doente, onde o papa Francisco nos convida a refletir sob o tema “Confiar em Jesus misericordioso”. Assim, esta semana, proponho uma visita ao sítio inteiramente dedicado aos cuidados paliativos pediátricos.

Esta plataforma reune “toda a informação que está dispersa sobre estes cuidados, contando com um conselho técnico-científico composto pelo Grupo de Trabalho de Cuidados Continuados e Paliativos da Sociedade Portuguesa de Pediatria e pelo Grupo de Apoio à Pediatria da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, liderados pela pediatra oncologista Ana Lacerda”.

Ao digitarmos o endereço www.cuidandojuntos.org.pt encontramos um sítio muito bem produzido quer em termos gráficos, bem como, pelo conjunto de informações bastante relevantes que disponibiliza.

Na opção “vamos cuidar” podemos conhecer melhor a equipa responsável por este projeto, quem é o conselho científico e os parceiros que ajudam a dar corpo a esta plataforma que tem como objetivo “envolver toda a comunidade a fim de garantir que as crianças com necessidades de saúde complexas e as suas famílias terão acesso aos melhores cuidados possíveis, onde e quando for necessário”.

Em “b-a-bá”, somos convidados a conhecer melhor todos os assuntos que estão relacionados com os cuidados paliativos. Desde o dicionário dos cuidados, à carta da criança com necessidades paliativas, passando pela carta dos direitos da criança em fim de vida, até a uma breve resenha histórica dos cuidados pediátricos em portugal.

No item “famílias”, temos ao dispor um conjunto de temas relacionados com as famílias que no seu seio tenham crianças com necessidades de cuidados paliativos. Ficamos logo a perceber o longo percurso de uma doença crónica complexa, quais as necessidades e objetivos da criança e da família, e que estes se vão modificando ao longo do tempo. Encontramos também alguns vídeos que servem como testemunhos e ainda um conjunto de políticas que foram criadas pelos governos num contexto de proteção social.

Caso seja um profissional da área existe também um espaço onde se podem encontrar bastantes textos e artigos quer de âmbito nacional, bem como, a nível internacional.

Por último em “juntos em ação” encontramos todas as notícias que vão saíndo nos meios de comunicação social nacionais.

Fica então a sugestão de visita a este sítio como forma de nos juntarmos a esta causa, porque deverá existir “um espaço de partilha, de experiências e conhecimento de modo a garantir que as crianças tenham acesso aos melhores cuidados possíveis, onde e quando for necessário”.

 

Fernando Cassola Marques

07/02/2016

fernandocassola@gmail.com

publicado no Semanário da Agência Ecclesia e no jornal Correio do Vouga

Primeiro olhar à mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2016

Published by:

6da61056-0e62-40ee-b3b6-dc19238a87f5.jpg

Ao ler a mensagem que o Papa Francisco apresenta para o dia mundial das comunicações sociais, que este ano se celebra a 8 de maio, tenho a dizer que apreciei bastante a reflexão intitulada “Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo“. Quase todos os parágrafos são dignos de serem destacados e refletidos ponto por ponto. Foi este exercício que fiz e que passo a apresentar, e que serviram principalmente para melhor aprofundar a riqueza do texto hoje lançado.

Começa logo por apresentar a justificação do porquê de ir falar sobre misericórdia numa mensagem que eminentemente aborda a questão da comunicação. E a razão é muito simples: estamos a viver o Ano Santo da Misericórdia que nos convida “a refletir sobre a relação entre a comunicação e a misericórdia”! Por isso tudo “aquilo que dizemos e o modo como o dizemos, cada palavra e cada gesto deveria poder expressar a compaixão, a ternura e o perdão de Deus para todos”. Se esta compaixão é sinal de amor, então “o amor, por sua natureza, é comunicação: leva a abrir-se, não se isolando”. Mais forte ainda se torna essa nossa comunicação, “se o nosso coração e os nossos gestos forem animados pela caridade, pelo amor divino”.

De seguida, somos chamados a comunicar com todos sem exceção, pois “como filhos de Deus, somos chamados a comunicar com todos, sem exclusão” (…) “para que Jesus seja conhecido e amado”.

Por outro lado o papa Francisco chama a atenção para o poder da comunicação, à semelhança do que já fez em mensagens anteriores. Pois as “palavras e ações hão de ser tais que nos ajudem a sair dos círculos viciosos de condenações e vinganças que mantêm prisioneiros os indivíduos e as nações, expressando-se através de mensagens de ódio”. E é aqui é lançada a primeira ponte para o contexto digital, quando é afirmado que “isto acontece tanto no ambiente físico como no digital”, sendo que “a palavra do cristão visa fazer crescer a comunhão e, mesmo quando deve com firmeza condenar o mal, procura não romper jamais o relacionamento e a comunicação”.

Um facto interessante e que me chamou a atenção particularmente foi a frase de Shakespeare que é citada: «A misericórdia não é uma obrigação. Desce do céu como o refrigério da chuva sobre a terra. É uma dupla bênção: abençoa quem a dá e quem a recebe» (O mercador de Veneza, Acto IV, Cena I). Portanto ” a misericórdia é capaz de implementar um novo modo de falar e dialogar”.

No início do sexto parágrafo é chamada a atenção para o poder da comunicação e é-nos pedido que nunca se deve expressar “orgulho soberbo do triunfo sobre um inimigo”, nem humilhar “aqueles que a mentalidade do mundo considera perdedores e descartáveis”. Portanto a forma e o estilo da nossa comunicação deve ser “capaz de superar a lógica que separa nitidamente os pecadores dos justos”. Sendo certo que “podemos e devemos julgar situações de pecado – violência, corrupção, exploração, etc. –, mas não podemos julgar as pessoas, porque só Deus pode ler profundamente no coração delas”. Porque “só palavras pronunciadas com amor e acompanhadas por mansidão e misericórdia tocam os nossos corações de pecadores. Palavras e gestos duros ou moralistas correm o risco de alienar ainda mais aqueles que queríamos levar à conversão e à liberdade, reforçando o seu sentido de negação e defesa”.

A sociedade em geral pode pensar que é utópica a vivência em comunidade enraizada na misericórdia, mas, e aí o papa Francisco utiliza esta comparação várias vezes, somo convidados a pensar nas “nossas primeiras experiências de relação no seio da família”. Os Pais amam-nos e apreciam-nos “mais pelo que somos do que pelas nossas capacidades e os nossos sucessos”, portanto “a casa paterna é o lugar onde sempre és bem-vindo (cf. Lc 15, 11-32)”. Então façamos da sociedade “uma casa ou uma família onde a porta está sempre aberta e se procura aceitar uns aos outros”.

Para que tudo isto que até aqui surta efeito e faça sentido temos de saber escutar. Porque “escutar é muito mais do que ouvir”. Se por um lado ouvir “diz respeito ao âmbito da informação, escutar, ao invés, refere-se ao âmbito da comunicação e requer a proximidade”.  Para escutarmos teremos de ser capazes de “partilhar questões e dúvidas, caminhar lado a lado”, colocando-nos numa posição de humildade colocando “as próprias capacidades e dons ao serviço do bem comum”.

O bispo de Roma reconhece que escutar nunca é fácil e portanto por vezes será mais fácil fingir-mo-nos surdos. Isto porque “escutar significa prestar atenção, ter desejo de compreender, dar valor, respeitar, guardar a palavra alheia” e nesta ação de escuta, poderemos mesmo tirar uma leitura teológica, nesta escuta “consuma-se uma espécie de martírio, um sacrifício de nós mesmos em que se renova o gesto sacro realizado por Moisés diante da sarça-ardente: descalçar as sandálias na «terra santa» do encontro com o outro que me fala (cf. Ex 3, 5)”.

Quase a terminar entramos no cume da mensagem olhando agora para os meios de comunicação digital. Uma primeira ideia a retirar é a de que os “e-mails, sms, redes sociais, chat podem ser formas de comunicação plenamente humanas”, porque “não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor”. Por outro lado, “o ambiente digital é uma praça, um lugar de encontro, onde é possível acariciar ou ferir, realizar uma discussão proveitosa ou um linchamento moral”, portanto em rede e na rede “também se constrói uma verdadeira cidadania”e que ela “pode ser bem utilizada para fazer crescer uma sociedade sadia e aberta à partilha”.

Esta mensagem termina da mesma forma que começa, relacionando este encontro entre comunicação e misericórdia. Essa relação será fecunda “na medida em que gerar uma proximidade que cuida, conforta, cura, acompanha e faz festa”. Porque “num mundo dividido, fragmentado, polarizado, comunicar com misericórdia significa contribuir para a boa, livre e solidária proximidade entre os filhos de Deus e irmãos em humanidade”.

Fernando Cassola Marques

22 de janeiro de 2016

O melhor da internet em 2015

Published by:

multimediahttp://www.webbyawards.com

No início de mais um ano e tendo em conta que esta rúbrica se dedica essencialmente à apresentação de sítios na internet, esta semana proponho um olhar ao que de melhor se produziu em 2015 na grande rede mundial. Para tal, vamos olhar para “óscares da internet”, os “webby awards”, que são os prémios anuais entregues pela Academia Internacional de Arte Digital e Ciência sobre o que de melhor se produz para a internet (sítios da internet, publicidade interativa, vídeos online e conteúdos para dispositivos móveis). Naturalmente que neste espaço iremos somente olhar para algumas categorias relativas aos melhores sítios da internet do ano passado.

Ativismo: http://www.lastdaysofivory.com/ – sítio dedicado ao projeto de defesa dos elefantes selvagens tendo como suporte o filme “last days”;

Arte: http://illusion.scene360.com/ – espaço da revista de artes mundialmente conhecida “Illusion”, dedicada a grafite, ilustração, tatuagem, design e cinema;

Associações: http://www.visitcalifornia.com/ – página de promoção turística da Califórnia;

Celebridades / Fans: http://chrishadfield.ca/ – sítio do Chris Hadfield, primeiro canadiano que caminhou no espaço;

Organizações não lucrativas: https://morethanacostume.com/ – da responsabilidade dos médicos do mundo este espaço é dedicado ao combate do vírus ébola;

Religião e espiritualidade: http://www.onbeing.org/ – sítio da rádio on being onde são abordadas temáticas relacionadas com a vida humana;
Educação: http://www.cfr.org/ – espaço do Conselho de Relações Exteriores (CFR) que é uma organização independente dedicada ao estudo do mundo complexo;

Juventude: https://www.dosomething.org/ – é uma das maiores organizações globais para os jovens com campanhas de combate à pobreza, violência e proteção ambiental;

Família: https://www.understood.org/ – quinze organizações sem fins lucrativos uniram forças para apoiar os pais de crianças com problemas de aprendizagem e défice de atenção;

Melhor sítio ao nível da navegação: http://genelab.nasa.gov/ – sítio do GeneLab onde se realizam as pesquisas que exploram as fronteiras do conhecimento na Terra;

Melhor sítio ao nível da animação: http://alfredservice.com/ – espaço online da empresa alfred;

Somente a título de curiosidade, sabe quais foram os termos mais pesquisados no Google em Portugal no ano de 2015? desafio final 3 (geral), Maria Zamora (figuras públicas), como ser feliz (como ser), Taylor Swift (figuras públicas internacionais), Cristiano Ronaldo (jogadores de futebol), o amor (o que é).

Fernando Cassola Marques
fernandocassola@gmail.com

Publicado no jornal Correio do Vouga e no semanário da Agência Ecclesia

Microsoft And Volvo Partners To Bring Augmented Reality Showroom Experience

Published by:

Sweden-Based automaker Volvo has a long history of good reputation as car industry that upholds safety. Microsoft and Volvo teamed up to create models of the cars in virtual reality.

Sourced through Scoop.it from: infinityleap.com

Therefore, for advertisement of their safety in today’s world, Microsoft and Volvo teamed up to create models of the cars in virtual reality. The two institutions are collaborating to come up with technologies for the automotive applications. One of the first fruits from that collaboration will beHoloLens augmented reality glasses that would be used in the Volvo showrooms in order to develop and improve the car purchase experience.

See on Scoop.itFernando Cassola in Virtual Worlds

Associação Portuguesa de Deficientes online

Published by:

APDonline

No dia 3 de dezembro comemorou-se mais um dia internacional da pessoa com deficiência, assim como forma de me juntar a esta causa que deverá ser de todos, esta semana proponho uma visita ao sítio da Associação Portuguesa de Deficientes (APD).

A 14 de Outubro de 1992, o 37º plenário da Assembleia Geral das Nações Unidas, através da resolução nº 47/3, convida todos os estados membros e as organizações envolvidas na problemática da deficiência, a intensificarem os seus esforços de forma eficaz e sustentada, com vista a melhorar a situação das pessoas com deficiência, proclamando o dia 3 de Dezembro como o “Dia Internacional da Pessoas com Deficiência”. Segundo os mais recentes dados estatísticos cerca de 10% da população nacional possui algum tipo de deficiência ou incapacidade

Ao digitarmos o endereço www.apd.org.pt entramos num espaço eminentemente informativo, onde a componente gráfica não é de todo a grande mais-valia deste ambiente, mas por outro lado possui, como não poderia deixar de ser, todas as certificações em termos de acessibilidade.

Em “APD” ficamos a saber que esta “é uma organização de pessoas com deficiência, constituída e dirigida por pessoas com deficiência. Enquanto organização de direitos humanos, tem por objeto a promoção e defesa dos interesses gerais, individuais e coletivos das pessoas com deficiência em Portugal”.

Na opção “projetos APD” podemos conhecer quais os projetos que anualmente esta associação abraça. Para o presente ano tem em curso o projeto Capacitação/Participação/Inclusão, e ainda o projeto Deficiência: litoralidade e interioridade”.

No item “documentos” acedemos à biblioteca online da APD. Aí dispomos de vários textos relacionados com a temática da deficiência. Seja da relação com o emprego (acesso ao emprego, inclusão no mercado de trabalho), com a formação e outros de âmbito mais geral.

O jornal da APD também se encontra disponível online e com acesso livre. Facilmente podemos consultar todas as edições, organizadas por ano, desta publicação intitulada “associação”.

Se pretender conhecer todas as leis que se encontram em vigor que de alguma forma se relacionam com a questão da deficiência, basta que clique em “legislação”.

Por último em “transportes acessíveis” podemos facilmente perceber que tipo de enquadramento deverá existir para que as pessoas com deficiência possam ser transportadas com o máximo de conforto e dignidade, seja por meio aéreo, rodoviário ou de comboio.

Aqui fica uma sugestão bastante interessante porque, como nos diz o lema deste ano, “a inclusão importa: acesso e capacitação para pessoas de todas as habilidades”.

 

Fernando Cassola Marques

Publicado no jornal Correio do Vouga e na revista semanal da Agência Ecclesia